Angra dos Reis

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Rio de Janeiro · Guia de destino

Angra dos Reis: 365 ilhas, e o destino é a que você não conhece

A baía tem 365 ilhas, e a viagem se faz de barco: Ilha Grande, Lopes Mendes e as enseadas que só têm acesso pelo mar.

Em Angra, ficar em terra é ficar do lado errado.

A baía tem **365 ilhas**, e o destino de verdade não é a cidade — é o que se alcança de barco a partir dela. Passeio de escuna, lancha rápida ou barco de pesca, o dia em Angra se organiza pelo que sai do píer, não pelo que se faz no continente.

Isso muda a lógica da viagem. Aqui você não escolhe a praia; você embarca e a paisagem vem.

A Ilha Grande, que é o destino dentro do destino

**A Ilha Grande é a maior do estado do Rio**, a cerca de 40 minutos de barco do centro de Angra. Sem carro, sem semáforo, com vilas ligadas por trilhas centenárias e por barco.

Dentro dela está **Lopes Mendes**, praia de mar aberto e areia fina, várias vezes eleita entre as melhores do mundo. Não se chega de carro — só de trilha, saindo da Vila do Abraão, ou de barco até uma praia vizinha e caminhada final. É passeio de dia inteiro, e é o programa que mais gente cita ao voltar.

A Praia Vermelha, também na Ilha Grande, é o oposto — enseada fechada, água transparente, sem onda. Boa para mergulho.

Como se organiza o dia

**Escuna.** O passeio mais comum, com paradas em três ou quatro pontos — em geral uma praia, uma enseada de mergulho e uma parada para banho. Roteiro fechado, saída de manhã, volta no fim de tarde.

**Lancha rápida.** Mesma ideia, com menos gente e mais liberdade de roteiro. Mais caro, e vale para grupo que quer escolher a hora de sair de cada ponto.

**Barco privado.** Para grupo que fecha a embarcação, com o roteiro montado pelo comandante.

**Ilha Grande, com pernoite ou de bate-volta.** O primeiro entrega o destino inteiro; o segundo dá o gostinho — e costuma deixar quem foi bate-volta querendo voltar.

Como chegar

Do Galeão (GIG), no Rio, são cerca de 155 km pela BR-101 sentido sul, duas a três horas de carro. É o caminho de quem combina Angra com Rio ou com Paraty.

Não há aeroporto comercial em Angra.

Carro: útil dentro do continente, mas quase inútil no destino real, que é o mar. Muitas casas ficam em condomínio à beira-mar, e daí se sai de barco.

Melhor época

O clima é o do litoral sul fluminense, com estações marcadas.

**Dezembro a março** é a alta temporada, com sol firme e mar mais quente — e chuva forte de verão, que aqui é dramática por causa do relevo.

**Abril e maio, setembro e outubro** são a janela para clima bom com preço menor.

**Junho, julho e agosto** são frios e mais secos. O mar está calmo, os passeios de barco são melhores, mas a maioria não entra na água.

Vale saber: o passeio de barco depende do tempo. Vento sul cancela ou reduz o roteiro, e isso não é raro no inverno.

Sobre duração: três a quatro dias. Um para escuna, um para Ilha Grande e o resto para o mar em ritmo próprio.

Para quem é esse destino

Grupos que querem casa em condomínio à beira-mar e passar o dia no barco — é o formato clássico de Angra, e o que a região resolve como poucas.

Casais que gostam de mar mais que de vila. Angra não tem centro turístico como Búzios; o programa é o mar.

Quem quer natureza intocada tem a Ilha Grande com pernoite, num destino do estado do Rio onde ainda existem trilhas de mata atlântica com o mar ao lado.

Não é destino de vida noturna nem de rua de restaurantes. Quem procura isso está a duas horas de Búzios, do outro lado da baía.

Gastronomia local

A cozinha é a caiçara, e o prato de referência é a **peixada caiçara** — peixe cozido em caldo de tomate, cebola e coentro, com batata e pimentão, servido com pirão e arroz.

O camarão aparece em várias formas — na moqueca, no bobó, empanado —, e o peixe do dia depende do que os barcos trouxeram.

Nas ilhas, o programa é comer numa das barracas de praia, que servem o peixe grelhado na hora, com salada e farofa. Não é gastronomia sofisticada — é comida de mar em cenário raro.

O barco costuma voltar tarde, com todo mundo salgado e cansado, e a última coisa que o grupo quer é sair de novo. É o jantar que a cozinheira e o chef na casa resolvem — serviço da Trip Homes.

Onde ficar

É uma casa.

Ficar em Angra tem uma lógica específica: você não escolhe pela praia, escolhe pelo píer. Casa em condomínio à beira-mar sai de barco da porta, e essa é a diferença entre depender do horário da escuna e ter o mar à disposição.

O que explorar

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Perguntas frequentes

Angra dos Reis realmente tem 365 ilhas?

Sim — é a característica que define a baía, e o motivo de a viagem em Angra se fazer de barco, não em terra. Escuna, lancha rápida ou barco de pesca, o dia se organiza pelo que sai do píer.

Como se chega à Ilha Grande?

De barco, cerca de 40 minutos do centro de Angra. É a maior ilha do estado do Rio, sem carro e sem semáforo — vilas ligadas por trilhas centenárias e por barco. Dá para ir de bate-volta ou com pernoite.

Como se chega à praia de Lopes Mendes?

Não se chega de carro. Só por trilha, saindo da Vila do Abraão, ou de barco até uma praia vizinha com caminhada final. É passeio de dia inteiro, dentro da Ilha Grande.

Qual a diferença entre escuna, lancha e barco privado?

A escuna tem roteiro fechado, sai de manhã e volta no fim da tarde, com paradas em três ou quatro pontos — mais barato e com mais gente. A lancha rápida oferece o mesmo mar com menos gente e mais liberdade de horário. O barco privado é para grupo que fecha a embarcação.

Como se chega a Angra dos Reis?

Do Galeão (GIG), no Rio, são cerca de 155 km pela BR-101 sentido sul, duas a três horas de carro. Não há aeroporto comercial em Angra.

Qual a melhor época para ir a Angra?

Dezembro a março tem sol firme e mar mais quente, mas com chuva de verão que aqui é dramática. Abril–maio e setembro–outubro dão clima bom com preço menor. Junho a agosto é frio e mais seco — bom para passeio de barco, ruim para banho.